Durante uma viagem de esqui cansativa e perigosa, no meio da Antártida, Patrick Woodhead se imaginou em um lugar quente, confortável, com boa comida e, principalmente, estivesse ao seu alcance. O ano era 2006 e o desejo de Woodhead foi tão intenso que ele resolveu criar seu próprio abrigo: o White Desert, conhecido como o hotel de luxo mais remoto do mundo, por estar localizado em meio a imensidão branca de gelo da Antártida.

Os aventureiros, que decidem enfrentar o continente mais inóspito do planeta, são recompensados por uma estadia em suítes luxuosas, com casas de banho privativas, salas de jantar com mesa de carvalho, biblioteca e bar. O suficiente para agradar, por exemplo, o príncipe Harry, que esteve no White Desert para passar férias.

Mas quem decide por esse destino, não espera encontrar só um quarto aquecido e boas refeições. Por isso, quem se hospeda no White Desert pode participar de aventuras como rapel em fendas glaciais, escaladas em rocha e até explorar labirintos de grutas. Tudo isso durante os meses de novembro, dezembro e janeiro, que são os únicos em que a condição climática permite a recepção dos turistas.

O acampamento está localizado em uma faixa de terra a 150 milhas do Polo Sul, rodeada de montanhas e lagos de águas claras. Para chegar ao White Desert, é preciso procurar por uma companhia que pouse na pista de gelo sobre um campo de neve. Os custos da hospedagem, para uma viagem de oito noites, giram em torno dos 45 mil dólares.

E não se pode perder muito tempo, já que, com a comemoração de 10 anos de lançamento, o White Desert foi todo reestruturado e ficou ainda mais luxuoso. Para 2016, a temporada está confirmada e só esperando contatos dos turistas que pretendem enfrentar as aventuras e o requinte do resort mais remoto do planeta.

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