O “Brother Earth”, maior planetário do mundo, localizado no Japão, é capaz de apresentar nove mil estrelas visíveis a olho nu, a locomoção dos planetas do Sistema Solar, e todas as fases da Lua. Foi inaugurado em novembro de 1962, e faz parte do Museu de Ciência da Cidade de Nagoya. Fora o planetário, o museu exibe um simulador de tornados, robôs que podem ser controlados e uma ala especial para o universo da química.

Até 2010, quando foi fechado para reformas, 15 milhões de pessoas visitaram o Brother Earth. O antigo planetário tinha 20 metros de diâmetro. Agora, o enorme globo prateado conta com 35 metros de diâmetro, 350 cadeiras que permitem o usuário se virar para qualquer direção, projeção digital de alta resolução e sistema de som especial para planetários. Mesmo assim, o antigo e o novo planetário possuem algo em comum: os projetores espaciais da Zeiss.

 

Mas essa história começou muito antes de 1962, e muito longe do Japão. Foi em 1923, na Universidade de Jena, Alemanha, que Carl Zeiss desenvolveu o primeiro projetor moderno para planetários. Em agosto do mesmo ano, o Mark I, como foi apelidado, foi exposto em Munique. Até a empresa desenvolver o Universarium Mark IX, que hoje está em Nagoya, mais de 40 projetores foram construídos para cerca de 30 planetários ao redor do mundo.

De fato, a Zeiss sempre esteve envolvida com astronomia. Em 1969, quando a

missão Apollo 11 levou o homem à Lua, os astronautas carregavam uma câmera Hasselblad equipada com lente Zeiss Planar 2.8/80mm. Antes, em 1966, quando o homem ainda não havia pousada na Lua, a lente Zeiss Planar 50mm f/0.7, com uma das aberturas mais largas da fotografia, foi usada para registrar o lado escuro do nosso satélite natural. Nas seis missões que aterrissaram na Lua, mais de trinta mil fotos foram tiradas através de uma lente Zeiss. No entanto, apenas os filmes fotográficos voltavam para Terra. As câmeras, e outras dezenas de objetos, foram deixadas para trás.

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