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Como funciona o i.Terminal?

Os usuários de óculos já sabem: depois de escolher a armação ideal, os óticos sempre medem as pupilas para só depois seguir com o processo da fabricação de lentes. Mas, afinal, porque é tão importante fazer essa medição? E como o i.Terminal pode deixar esse processo muito mais eficaz?

A medição – ou centralização pupilar – determina as distâncias entre as pupilas e vários pontos do rosto e é fundamental para ajustar as lentes na posição correta e garantir que tenham nitidez e foco. Erros na centralização podem prejudicar ainda mais a visão, além de serem os responsáveis por 40% dos problemas de adaptação que os usuários de lentes multifocais sentem, como tonturas e dores de cabeça.

Existem algumas formas diferentes de medir as pupilas. A medição manual é a mais imprecisa, pois consiste em medir as distâncias pupilares sem equipamentos, apenas com a impressão visual do profissional ótico.

Também é possível utilizar um aparelho chamado pupilômetro, que consegue captar de maneira um pouco mais precisa as distâncias pupilares. Em geral, ele se parece com um binóculo, porém é mais quadrado e é encaixado diretamente nos olhos do paciente, enquanto o técnico óptico faz a medição.

Um dos problemas do pupilômetro é que ele costuma captar apenas duas distâncias: a DNP (distância naso-pupilar), que é o espaço entre o centro do nariz e a pupila, e a DP, (distância pupilar), que é a medida de uma pupila à outra. A altura pupilar, distância medida entre a pupila e a base inferior das lentes, é extremamente importante para os usuários de lentes multifocais, pois determina a distribuição dos campos de visão e muitas vezes não é captada por esses aparelhos, o que explica também as falhas de centralização.

Atualmente existem tecnologias que permitem uma medição muito mais precisa e confortável para os pacientes, como o sistema i.Terminal, da ZEISS.  Basicamente, tudo o que o técnico óptico precisa fazer é apertar um botão. O software inteligente é capaz de calcular sete medidas do rosto com precisão de até 0,01mm, o que o torna 84% mais exato que os processos de medição manual. Dessa forma, o i.Terminal consegue gerar diagnósticos feitos unicamente para o paciente, possibilitando a melhor correção ocular possível.

Outra grande vantagem é seu formato inovador. O i.Terminal é projetado como uma torre ajustável, que vai de 1,2m a 2,08m de altura, permitindo o conforto de crianças, cadeirantes e pacientes mais altos.

Além de ser muito mais completo que os demais processos, o i.Terminal é também 60% mais rápido que os processos manuais. Todas as medidas são calculadas em segundos, o que é muito mais confortável para os pacientes – especialmente crianças -, que não precisam ficar imóveis por tanto tempo.

O i.Terminal 2 também está disponível na versão mobile e pode ser controlado através de um tablet, garantindo ainda mais facilidade aos processos.  É importante lembrar que, apesar de ser anterior à fabricação das lentes, a centralização é determinante para o bom resultado dos óculos, por isso, apostar em tecnologia para tornar esse processo mais preciso é o primeiro passo para uma experiência visual única.

Uyuni, o deserto do sal

Como definição geográfica e ecológica, um deserto é reconhecido como qualquer localidade de chuvas irregulares ou escassas, vegetação inexistente, relevo formado pela simples alteração das rochas ao longo do tempo e baixa diversidade de fauna. Como adjetivo, pode ser entendido como ausência total de alguma coisa, ou simplesmente, vazio. Se o Salar de Uyuni se identifica, em partes, com a primeira definição, a segunda já não pode traduzir o significado desse deserto do sal para o povo boliviano.

O local, formado na pré-história, há cerca de 40 mil anos, possui onze camadas de sal, totalizando uma profundidade de 120 metros e impressionantes 10 bilhões de toneladas de sal. São mais de 10 mil quilômetros quadrados de área, que estão 3.656 metros acima do nível do mar. Fora isso, é uma das maiores reservas de lítio, potássio, boro e magnésio do mundo. Por esse motivo, são extraídas anualmente 25 mil toneladas de sal do deserto.

O turismo proporcionado pelo Salar de Uyuni também é de extrema importância para a Bolívia. São milhares de turistas de todo o mundo que visitam a localidade em busca das paisagens únicas que podem ser vistas entre abril e novembro. É nessa época que acontece o degelo das geleiras dos Andes, deixando o deserto do sal coberto de água, fazendo com que ele se transforme em um gigante espelho, confundindo o céu com o horizonte. Lá estão também a Ilha do Pescado e a Ilha Incahuasi, ondem podem ser vistos cactos de até 10 metros de altura e 600 anos de idade. Já as três espécies de Flamingos – Chileno, Andino e James – que podem ser observados em grupos de centenas na colorida Laguna Colorada, completam a extensa lista de atrativos da região.

Vidas Coordenadas

Representar o espaço é uma necessidade humana. Seja por funções técnicas, como compreender a extensão de domínios e os recursos naturais de uma área, ou até mesmo simbolizar a maneira como esses povos enxergavam a realidade. Desde as civilizações mais antigas, o mapa de rota tem acompanhado grandes transformações da humanidade, tornando-se registros importantes de nossa evolução.

Um dos períodos mais importantes da história da cartografia são os séculos XV e XVI, época das grandes navegações. Os mapas do chamado Novo Mundo reproduziam não só o relevo da região e rotas para chegar a ela, mas funcionavam como verdadeiros roteiros das impressões dos exploradores que se aventuravam desafiando concepções e rompendo tabus, como a ideia de que a Terra era plana.

Não por acaso, o nome do novo continente tornou-se uma homenagem a um destes homens, o italiano Américo Vespúcio. Ao todo, Vespúcio realizou três viagens da Espanha até a América. Na última, percorreu a costa do Brasil desde a Bahia até Cananéia, em São Paulo, e, devido à distância, se convenceu de que aquelas eram novas terras, em vez de um prolongamento da Ásia.

Seus relatos levaram o cartógrafo alemão Martin Waldseemüller a elaborar um novo mapa, o primeiro a incluir o novo continente e a chamá-lo de América. A partir de então, a América passou a ser mapeada por seus colonizadores, que ampliavam os registros cartográficos conforme expandiam seus domínios.

Naturalmente, em épocas como essa, não havia a tecnologia necessária para que os mapas fossem precisos e fieis como atualmente. Além disso, o mapa de rota era mais um elemento do jogo de interesses dos países, que muitas vezes gostavam de representar seus territórios maiores do que realmente eram.

A ciência também se misturava com os estilos de desenhos, por isso, mapas que ilustravam a fauna e a flora eram decorados envolvendo muitos ornamentos, como as iluminuras, tradicionais da Europa, conferindo a eles dimensões artísticas.

Os séculos seguintes mantiveram a tendência de valorizar as descobertas, com cientistas como o alemão Alexander von Humboldt obtendo fama com a divulgação de suas explorações de partes ainda inexploradas da América. Os mapas ilustravam as aventuras descritas nos livros que circulavam pela Europa, saciando a curiosidade de leitores ávidos.

Embora Humboldt, que viveu entre os séculos XVIII e XIX, não contasse com tecnologias como os satélites, o sistema de mapeamento já haviam melhorado significativamente, com o uso de técnicas matemáticas como escala e proporção, o que torna seus mapas mais exatos e verossímeis.

Com as grandes revoluções tecnológicas do século XX, os mapas foram revolucionados, tornando-se computadorizados e presentes nas mais diversas funções, principalmente devido ao uso de veículos.

Mas, mais do que fruto da técnica, mapas também são reflexos das sociedades que representam. Em um mundo permeado pela internet, onde há cada vez menos fronteiras entre o mundo real e o virtual, os mapas encontraram seu espaço muito além do universo dos aplicativos de direção.

Através da chamada tecnologia de geolocalização, que utiliza o sistema GPS para acompanhar a posição do usuário, surgiu uma nova lógica de mapeamento: a do compartilhamento de experiências entre pessoas conectadas.

A partir desta ideia, surgiram novos conceitos e maneiras de enxergar a convivência em grandes cidades, como a economia colaborativa, adotada por empresas como o serviço de transporte Uber ou o serviço de entrega de alimentos iFood.

Um representante brasileiro desta tendência é o aplicativo de classificados Skina. Nele, os usuários conseguem procurar produtos anunciados nas proximidades de sua atual localização, aproximando pessoas que, de outra forma, não saberiam que podem encontrar o que procuram em seu bairro. Uma oportunidade de negócios que poderia ser desperdiçada.

“Ao mesmo tempo em que é possível se conectar com pessoas do outro lado do mundo, muitas vezes não conseguimos fazer isso com nosso próprio vizinho. O surgimento da geolocalização permitiu que a tecnologia seja usada para essa conexão local”, comenta Gabriel Di Bernardi, Diretor de Marketing do Skina.

A tendência daqui para frente é a de que cada vez mais novidades surjam com o auxílio desta tecnologia, atendendo as demandas de praticidade, menores deslocamentos, reutilização e reciclagem de recursos, como afirma Gabriel.

“A gente acredita que ainda há muito a ser explorado nesse mercado. Quando um app usa a geolocalização, é uma ótima oportunidade de unir as preferências dos consumidores com a proximidade, assim conseguimos entender melhor o perfil de cada um e tratar suas necessidades”, disse ele ao Olhares do Mundo.

Prever os próximos passos da tecnologia é sempre instigante, mas também muito impreciso, afinal, cada vez mais os cientistas e engenheiros buscam nos surpreender. No entanto, é seguro afirmar que, seja qual for o futuro da geolocalização, de algum modo os mapas permanecerão presentes em nossas vidas, norteando o desenvolvimento e abrindo espaço para novos caminhos.

A Regra de Ouro

“Então explica-me, forasteiro, que é esse belo?” A pergunta feita por Sócrates ao sofista Hípias é tão direta quanto complexa mas, embora tenha ficado registrada no célebre diálogo escrito por Platão, está longe de ser a primeira ou a única interrogação do ser humano acerca do que seja a beleza.

Para os artistas gregos contemporâneos de Sócrates, só uma resposta era possível para essa questão: beleza é equilíbrio. Portanto, para homens como o escultor e arquiteto Phídias, o caminho para a perfeição passava necessariamente pela proporção. Não à toa, o instrumento preferido do autor do Parthenon nesta jornada acabou sendo batizado em sua homenagem.

O número phi, no entanto, tem tantos nomes quanto dígitos. Em grego, idioma de onde surgiu, representa-se como Φ.  Para cálculos, ele é abreviado em 1,618, mas, como é um número irracional, ele não tem um resultado exato, estendendo-se infinitamente. No entanto, este está longe de ser o único fato curioso sobre o número.

A “proporção divina” é um fruto da chamada sequência Fibonacci. Descoberta no século XIII pelo matemático italiano Leonardo Fibonacci, a sequência determina que a soma dos dois números anteriores será igual ao próximo número. No entanto, quando se divide um número pelo anterior, o resultado gira em torno de phi e se aproxima cada vez mais de 1,618 conforme o valor aumenta. Os dez primeiros números da sequência costumam ser os mais estudados como exemplo. São eles: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55.

O phi é encontrado nos mais diversos elementos da natureza sendo, por isso, considerado por muitos o símbolo da perfeição do universo. O “número dourado”, como também é conhecido, determina o crescimento de uma população de coelhos, a razão entre as espirais de sementes no miolo dos girassóis, o tamanho das espirais das conchas, a proporção entre machos e fêmeas em uma colmeia e diversas medidas do corpo humano.

Este último exemplo tem sua imagem máxima registrada no famoso “Homem Vitruviano”, desenhado por Leonardo da Vinci. O autor da Monalisa foi o primeiro a conseguir demonstrar a existência do phi nas proporções no corpo humano.

Mas é na arquitetura que o phi atinge seu potencial máximo, evidenciando o equilíbrio, simetria e proporcionalidade das construções. Alguns dos monumentos mais famosos do mundo carregam em seu projeto a chamada divina proporção, como as pirâmides do Egito, e se tornaram sinônimo de beleza e do potencial humano.

Para Rafael Manzo, prof. de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o phi representa o conjunto dos propósitos da arquitetura –  a união entre funcionalidade e representação de nossas visões de mundo de modo a tornar a vida das pessoas melhor – e por isso,  pode ser considerado um símbolo da beleza:

“Os parâmetros de análise se transformam com o tempo, mas não o conceito básico, e é uma consequência de relações de proporcionalidades matemáticas entre as partes com o todo. E é justamente aí que reside como um dos mediadores a Secção Áurea, ou Proporção Divina, ou phi”, explicou ele.

Hoje a ideia de belo é mais abrangente que os conceitos adotados na Grécia Antiga e alcança uma ampla diversidade de estilos, como barroco, neoclássico, contemporâneo e outros. O phi permanece como um fundamento clássico da perfeição, no entanto, é possível usá-lo de diversas maneiras, ou até mesmo não aplicá-lo e ainda assim ter um resultado interessante, baseado no contraste entre as formas e desequilíbrio.

“Não há apenas um conjunto de parâmetros para a análise da arquitetura da nossa época”, conta o professor. “Podemos encontrar tanto o phi na base dos fractais (formas geométricas cujas partes são frações idênticas do todo, como um floco de neve) utilizados para a formulação de algumas obras de arquitetura como a sua negação constituindo-se em um de seus aspectos básicos”.

Para os amantes das Belas Artes, entender o phi e suas aplicações permanece como uma maneira de entender os esforços de arquitetos, artistas e da própria natureza ao longo do tempo em busca da perfeição. O resultado desta jornada se encontra nos locais mais inusitados, pronto para inspirar aqueles que se dispõem a surpreender o olhar.

O rio de livros

Um estúdio em Xangai criou uma livraria para revolucionar a experiência de comprar livros. Andar pela Yangzhou-Zhongshuge é como percorrer um rio de livros. Segundo o arquiteto, isso é intencional, toda a construção foi pensada para evocar o sentimento de água, uma alusão à sua localização perto do curso fluvial.

Os longos corredores, que formam túneis, se estendem no espaço com prateleiras tão altas que atingem o teto. No chão, espelhos que refletem os livros, criando o efeito de reflexo na água. Os designers se inspiraram nas lojas a beira da água localizadas em Zhen Yuan, assim como na área das pontes arqueadas da cidade.

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“No passado, guiados pela água, muitos escritores e poetas visitaram e ancoraram aqui. As pontes, sempre usadas para guiar a cultura e o comércio, representam na loja o laço entre humanos e livros ao mesmo tempo”, disse o estúdio. Esse já é o segundo projeto do XL-Muse no universo literário, o primeiro foi uma sala oval de leitura com prateleiras escalonadas.

Em vez de atingirem o teto perpendicularmente, as estantes côncavas são separadas por um intervalo em formato de raio em todo o meio do teto. Refletido no chão espelhado esse intervalo tem a intenção de agir como um rio, que leva os visitantes por dentro da loja. A entrada é, sem sombra de dúvidas, a parte mais dramática, com mil metros quadrados de uma iluminação elegante e uma vila temática de leitura para as crianças.

A sala de leitura principal tem formas curvilíneas e pilares esculturais todos em branco, que se curvam para dentro do teto. As estantes vêm em uma combinação de estilos verticais tradicionais e stands pretos de metal com aspecto mais moderno, todos dispostos em um declive suave que complementa as curvas dos pilares.

Andar pelo local, observando o teto cheio de luzes que remete ao céu, é como navegar pelo rio de Zhen Yuan. Uma parada imperdível para os amantes dos livros.

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