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Explore seus sentidos

O ideal de uma arte completa, que explore todos os sentidos, não é uma novidade. A busca pela integração entre as diversas modalidades artísticas é tão antiga quanto a criação da ópera, que mescla elementos do teatro e a da música, e está cada vez mais presente com o apoio da tecnologia, após o desenvolvimento de técnicas como filmes em 5D e jogos em realidade virtual.

Embora seja cada vez mais comum a confluência entre formatos, técnicas e conceitos, até o momento, tem sido raro encontrar ideias que valorizem ou mesmo estimulem tato, visão, olfato, audição e paladar ao mesmo tempo, considerando todos como parte integrante da mesma experiência individual e coletiva.

É com o objetivo de romper essa barreira e integrar ainda mais os sentidos de forma inovadora que a compositora, maestrina, escritora e chef de cozinha Ysanne Spevack criou o projeto “Yntegrity”, que também é uma tentativa de unir suas carreiras na música e na gastronomia em uma única exposição, com um toque de personalização.

 

A iniciativa envolve gastronomia, neurociência e música, em uma abordagem única. Na estreia da exposição, em Nova Iorque, a temática escolhida para o pontapé inicial foi a felicidade. Ao longo da performance, os elementos são cuidadosamente combinados para integrarem-se entre si e ao ambiente, tornando-a o mais sinestésica possível.

O paladar, que não costuma ser abordado em instalações artísticas, dessa vez tem papel de destaque. Os pratos são preparados cuidadosamente utilizando conceitos como alimentação orgânica, livre de açúcar, com origens locais, vegana e são decorados de acordo com a proposta, buscando sintonia com a obra do artista Uncle Riley – colaborador de Ysanne no projeto – e com a música ambiente fornecida por um coral ao longo do jantar.

Assim como a interpretação da arte é única para cada pessoa, o “Yntegrity” traz a neurociência como forma de personalizar ainda mais o momento, avaliando os níveis de felicidade e os sentimentos de cada participante.

O novo conceito não poderia ser mais pertinente a esta época, envolvendo o engajamento físico, emocional, social e artístico das pessoas, despertando sensações intensas e criando memórias únicas como apenas a arte pode fazer.

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A bíblia gastronômica

Irmãos Michelin

“Os Incompreendidos”, filme de Truffaut, de 1959, que já surgia em uma atmosfera de Nouvelle Vague, desenha sua narrativa com pontos importantes relacionados ao início do “Guia Michelin”. Na sétima arte, o mistério é um dos ingredientes mais complexos e envolventes e quando a gastronomia reproduz essa característica, ela também se torna uma narrativa. Talvez por isso, por sua história, o Guia seja hoje referência em rigor, excelência e credibilidade.

O nome, assim como a própria publicação, nasce, de certa forma, em um contexto contraditório, exatamente por causa dos pneus Michelin. Fica difícil relacionar assim, de imediato, o universo dos dois setores, mas a verdade é que em sua contradição a história faz muito sentido. Como guia turístico, o primeiro da história inclusive, ele foi pensado na intenção de alavancar o mercado automobilístico e, consequentemente, alavancar os negócios da própria empresa.

A ideia veio em 1900 com André Michelin, um dos irmãos sócios da fábrica de pneus. A intenção principal era incentivar o turismo de automóveis no interior da França. Para isso, ele montou um guia com hospedagens, restaurantes, posto de abastecimento e outros pontos de parada úteis para os motoristas. O selo de certificação começou a ficar conhecido e o livro ficou tão famoso que suas avaliações começaram a se tornar parâmetro. Em 1920 o sistema estrelado era adotado e a publicação deixava de ser gratuita. Seis anos depois surgia a classificação máxima de três estrelas, sistema particular Michelin.

 

Os anos passaram e o guia se tornou exclusivamente culinário, assumindo o status de bíblia gastronômica. É aqui que voltamos ao mistério. Desde sua origem como conhecemos hoje, o sigilo e o segredo sobre o processo de desenvolvimento e a tiragem ajudam a dar ao tom do livro, que nasce sem precedentes, sem rastros, e praticamente dita leis no universo dos restaurantes. O desenvolvimento é silencioso, ninguém sabe exatamente como ele se dá, mas todos os anos uma nova edição que avalia estabelecimentos ao redor do mundo, e que é ansiosamente esperada, toma forma.

Estima-se que são 80 inspetores passeando pelo globo, visitando dois restaurantes por dia, cinco dias por semana, totalizando, em média, 9.600 refeições por ano. As opiniões dessas pessoas podem determinar a carreira de chefs, para o sucesso ou para o fracasso. O chef francês Bernard Loiseau se suicidou em 2003 por causa de rumores sobre a perda de uma estrela na classificação. Mais uma vez, essa história inspirou um filme, o desenho “Ratatouille”.

No Brasil, a primeira edição veio só em 2015. Nenhum restaurante conquistou três estrelas, classificação que se repetiu no guia desse ano. Em todo o país há apenas um estabelecimento com duas estrelas, o D.O.M, do Chefe Alex Atala, em São Paulo, que explora a gastronomia brasileira de uma visão contemporânea com ingredientes inusitados. Atala virou personagem da série documental “Chef’s Table”. A gastronomia invade o audiovisual porque ela pode ser arte e narrativa. Foi a sensibilidade de descobrir esse caráter que transformou o “Guia Michelin” na bíblia gastronômica mundial.

 

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Um jantar na Tasmânia

A Tasmânia é uma das ilhas mais pitorescas do mundo. Localizada a sudeste da Austrália, tem paisagens de tirar o fôlego, com montanhas acidentadas, pastagens onduladas, uma densa floresta e praias de areias brancas e águas cristalinas. Sua história é tão original quanto suas paisagens. Antiga colônia penal inglesa (1803), as marcas do legado dos prisioneiros aliadas às características deixadas pelos colonizadores livres estão evidentes nas construções georgianas e vitorianas. Destino perfeito para descansar, se aventurar e até aprender, a Tasmânia é um verdadeiro paraíso.

Relaxe ao leste, em uma área de praias perfeitas e um mar turquesa, ou se arrisque na caminhada de cinco dias pela Overland Track, trilha que atravessa a floresta tropical. O Royal Tasmanian Botanical Garden abriga numerosos tipos de plantas nativas e exóticas. A poucos passos dali, o Tasmanian Museum and Art Gallery exibe um impressionante acervo de Arte Colonial e História Natural e Cultural.

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Saffire Freycinet

A capital, Hobart, é uma região metropolitana constituída por sete áreas do governo local, sendo que três, Cidade de Hobart, Cidade de Clarence e Cidade de Gienorchy são designadas como cidades. É necessário conhecer Bruny Island (Ilha de Bruny), as cavernas de Hasting Caves e alguma das piscinas de águas termais, além de caminhar até Cockle Creek, a parte mais sul da Austrália. Hobart também é famosa por seus excelentes restaurantes.

Na península de Freycinet (Hobart), uma costa intocada de montanhas de granito rosa, praias de areia branca, águas cristalinas e florestas de eucalipto, encontramos a Freycinet Marine Farm, uma fazenda de cultivo de ostras que podem ser degustadas lá mesmo acompanhada de uma taça de champanhe.

Mas, é na cidade de Coles Bay que fica o hotel mais luxuoso da Tasmânia, o Saffire Freycinet. Lá é possível viver uma das experiências gastronômicas mais incríveis. Você vai ser convidado para uma mesa no meio do mar e ficar com água até os joelhos enquanto um guia te serve as ostras mais frescas que você já provou, tiradas diretamente da água e colocadas em seu prato. Conheça os lugares paradisíacos da Tasmânia:

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