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Um olhar sobre a cegueira

Cerca de 80% da nossa percepção do mundo é construída por meio da visão. De longe, entre todos os órgãos dos sentidos, os olhos são os mais importantes. Quando sentidos como olfato e paladar param de funcionar, mesmo que momentaneamente, são nossos olhos que nos protegem de diversos perigos. A ZEISS atua em diversos países para levar atendimento oftalmológico aos mais necessitados e combater a cegueira.

Celebrada anualmente em outubro, a Semana da Visão tem como foco principal atrair os olhares do mundo para os problemas relacionados à oftalmologia. Hoje, 36 milhões de pessoas ao redor do globo estão completamente cegas. Desse total, 80% dos casos poderiam ter sido evitados. Enquanto existe a recomendação de que crianças e adultos se consultem com um oftalmologista pelo menos uma vez por ano, mais de dois bilhões de pessoas não têm qualquer tipo de acesso a este serviço. Para resolver esse problema em um ano, seria necessário marcar mais de 6 milhões de consultas por dia, 250 mil por hora, ou 70 por segundo. Números como esse mostram como é importante um olhar atento para essa adversidade.

Na Semana da Visão, confira as iniciativas da ZEISS nos cinco continentes:

América

Estados Unidos

Em parceria com a TOMS, a ZEISS desenvolveu uma coleção especial de óculos, denominada “Discoverist Collection”. Os óculos são equipados com lentes polarizadas que repelem brilhos indesejados produzidos pelo reflexo da água, asfalto e neve. Em troca de usar um produto de extrema qualidade, o usuário ajuda a restaurar a visão de pessoas por meio do financiamento de exames oculares, óculos de prescrição e cirurgias. Assim, cada par de óculos da coleção vendido ajuda a trazer visão clara para um pessoa necessitada. Saiba mais em: http://www.toms.com/the-discoverist-collection

Paraguai

Com o trabalho conjunto entre ZEISS e IAPB (Agência Internacional de Prevenção à Cegueira), foi inaugurado, em 2013, um centro oftalmológico de diagnóstico, terapia e treinamento em Assunção, capital do Paraguai. A ideia por trás destes centros é capacitar outros hospitais da região para, aos poucos, criar uma rede avançada e moderna capaz de combater os diversos problemas da visão até mesmo nas áreas mais remotas do país.

Europa

Alemanha

Para buscar “uma visão inigualável para todos”, funcionários da ZEISS na Alemanha criaram uma instituição de caridade para ajudar diretamente e arrecadar doações para os necessitados. Chamada de “Miracle of Sight”, a instituição procura capacitar centros oftalmológicos de correção de visão para crianças em países menos desenvolvidos. Isso é importante já que uma visão ruim é o principal motivo pelo qual os jovens saem da escola cedo. Assim, uma visão saudável irá impactar positivamente na carreira educacional das crianças. Para conhecer mais sobre o projeto e para doar, acesse: www.miracleofsight.org

Geórgia

A prática mostra que em regiões economicamente mais fracas, o treinamento pode ser um passo fundamental para alcançar uma qualidade de vida melhor. Como parceira da ICO (Conselho Internacional de Oftalmologia), a ZEISS apoia todos os programas de bolsa da instituição. Esses programas apoiam talentos notáveis da área do cuidado visual que vivem em regiões menos favorecidas. Os alunos passam meses em hospitais equipados com máquinas modernas desenvolvendo suas habilidades em oftalmologia para, depois, aplicar seus conhecimentos em seu país de origem.

Nos países em rápido desenvolvimento, médicos bem treinados são essenciais para prevenir doenças oculares e sintomas de cegueira. Além da Geórgia, médicos do México, Quênia, Índia, Etiópia, Síria, Paquistão e China também são convidados para esse tipo de programa.

África

Uganda

Mesmo com o maior centro oftalmológico da África Ocidental, Uganda sofre com a falta de acesso aos equipamentos mais modernos. A ZEISS, em apoio ao Benedictine Eye Hospital, na cidade de Tororo, doou um Tonômetro, dispositivo responsável por medir a pressão intraocular.

Fundado na década de 80, o Benedictine Eye Hospital é o hoje o mais importante da região. Além de atender moradores locais, o hospital também é responsável por levar assistência médica para pessoas que vivem em um raio de até 100 quilômetros de distância.

Sudão

O Shaheed a Fadheel Maz Center, em Cartum, capital do Sudão, foi inaugurado em março de 2016. O centro de treinamento oftalmológico é anexado ao Khartoum Teaching Eye Hospital (KTEH), hospital que atende mais de 70 mil pacientes por ano. Além disso, o KTEH também é responsável por treinar estudantes de outros países africanos. Lá, os médicos aprendem técnicas avançadas para cirurgias de retina e facoemulsificação. Para este centro, a ZEISS providenciou, além de lâmpadas de fenda e tonômetros, um ZEISS VISALIS 500, sistema próprio para facoemulsificação, e um ZEISS OPMI LUMERA, microscópio cirúrgico equipado com Rescan 700.

Nigéria

O University College Hospital, na cidade de Ibadan, é um centro de treinamento amparado pela ZEISS desde 2006. São diversos lasers oftalmológicos e microscópios cirúrgicos que são usados pelos 20 médicos do Departamento de Oftalmologia.

Tanzânia

Na cidade de Moshi fica localizado um centro de treinamento, fundado em 2007, apoiado pela ZEISS em colaboração com a Kilimanjaro Christian Medical Center.

Ásia

Índia

A ZEISS está liderando projetos para encontrar soluções sustentáveis que possam resolver os problemas relacionados à visão na Índia rural. Lá, 300 milhões de pessoas que necessitam de correção visual não tem qualquer tipo de acompanhamento médico. E como a raiz desse problema é a falta de profissionais e infraestrutura, o programa “Aloka Vision Programme” procura fornecer estruturas básicas para alcançar os moradores das áreas rurais. Para mais informações sobre o programa, acesse: https://www.zeiss.com/corporate/international/week-of-sight/en_de/desktop/week-of-sight/aloka-vision-programme.html

China

Desde 2014, a ZEISS Better Vision Children Aid Campaign, leva cuidado para a saúde dos olhos de crianças que foram abandonadas. A partir do momento que entrou no mercado da China, a ZEISS rapidamente alcançou marcas de sucesso. Ao mesmo tempo, como uma empresa que preza pelo suporte aos mais necessitados, levar programas como esse ao país é uma forma de demonstrar gratidão pelo reconhecimento do povo chinês.
Em agosto de 2014, a ZEISS iniciou a 1ª Campanha ZEISS Better Vision Children. Em apenas um mês, em cooperação com a Free Lunch Fund, a ZEISS arrecadou fundos para 108,560 mil refeições gratuitas para crianças que vivem em áreas pobres. Junto com a distribuição das refeições, a ZEISS visitou escolas dessas mesmas regiões pobres e ofereceu consultas oftalmológicas e lentes gratuitas para crianças e professores.
Em julho de 2017 foi lançada a 4ª Campanha ZEISS Better Vision Children e, a cada par das lentes ZEISS MyoVision vendidos, cinco dias de refeições gratuitas eram doadas. Com mais de sete mil pares de lentes vendidos, cerca de 37,500 mil refeições foram fornecidas.

Indonésia

“Ajudar os outros a se ajudarem”. Para seguir esse lema, a ZEISS apoia centros de treinamentos nas regiões mais remotas do mundo. Nesses centros, além de tratamento para os pacientes, médicos e enfermeiros são capacitados para usar instrumentos de ponta capazes de diagnosticar diversos tipos de doenças.
Para o Cicendo Eye Hospital, por exemplo, inaugurado em 2005, a ZEISS providenciou lâmpadas de fenda, lasers e microscópios cirúrgicos.

Oceania

Austrália

A ZEISS, em cooperação com a Dresden Optics, está trabalhando em um novo modelo de negócios para levar cuidados oftalmológicos de qualidade para as áreas remotas e desfavorecidas da Austrália. O objetivo é tornar acessível o uso dos óculos de prescrição para essas regiões. Para isso, são usados trailers equipados com os mais modernos dispositivos oftalmológicos.

“Nós da ZEISS estamos felizes de apoiar essa iniciativa. Ainda é um plano pequeno, mas é o primeiro passo para uma verdadeira ajuda para pessoas que estão há anos sem uma consulta oftalmológica”, diz Hilke Fitzsimmons, responsável pela ZEISS Vision Care Australia.

A mesa do mundo

Viver em sociedade é passar por rituais. Do nascimento à morte, vivenciamos cerimônias que atuam como elementos norteadores da existência, situações que nos lembram das razões pelas quais nos identificamos como seres humanos, que comemoramos a vida.

Celebrar é uma forma de conectar-se com a própria essência. Não à toa, em qualquer lugar do mundo, são feitos preparativos e nos esforçamos para tornar a ocasião a mais especial possível, incluindo decoração, música, dança e… comida.  Seja em um banquete ou um lanche trivial, a hora da refeição – especialmente em grupo – é por si só um ritual, que complementa e traz ainda mais significado aos demais.

Quando se trata de uma celebração, o compartilhamento de alimentos com os entes queridos pode ser considerado a conexão máxima com as origens humanas, símbolo de união e confraternização.

Isso porque, na visão de nomes como o jornalista Michael Pollan, o ato de cozinhar e compartilhar o alimento não é apenas um produto do que somos, mas um dos fatores que nos levou a chegar onde estamos hoje.

“Cozinhar nos proporcionou não apenas a refeição, como também a ocasião: o costume de comermos juntos num momento e num lugar determinados. (…) o ato de nos sentarmos para fazer uma refeição em comum, olhar nos olhos uns dos outros, compartilhar a comida e nos comportar com um certo decoro, tudo isso serviu para que nos civilizássemos”, explica Pollan em seu livro “Cozinhar: A Arte da Transformação”.

Analisando a hora das refeições por essa perspectiva, é interessante observar o equilíbrio entre o que nos torna uma espécie, mas nos diferencia como indivíduos: pessoas do mundo todo se reúnem diariamente para comer, mas em cada lugar o ritual acontece de modo diferente.

Isso ocorre devido às particularidades culturais, grandes influenciadoras da gastronomia e também do modo como os alimentos são consumidos. Desta forma, a cerimônia de uma refeição começa muito antes da degustação dos pratos.

“Pode-se dizer que esse processo se inicia no planejamento ‘do que se vai comer’, ‘com quem vai comer’, para chegar em ‘como e onde devemos prepará-lo’. Esse processo também é individualizado por sociedade e pelo motivo sobre o qual a confraternização será realizada, podendo ter mais ou menos requinte, dentre outros fatores. Esse conjunto determina o rito de preparo dos pratos e sua forma de apresentação à mesa, que ganha importância fundamental e simbólica no processo de preparo da refeição como um todo”, disse ao Olhares do Mundo a professora Camila de Meirelles Landi, Coordenadora do Curso de Tecnologia em Gastronomia, da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fatores como a disponibilidade de materiais e crenças religiosas também influenciam na maneira como os povos do mundo fazem suas refeições.  Na cultura ocidental, popularizou-se o uso de talheres como padrão, no entanto, mesmo com uma base em comum, cada país adota costumes de acordo com seus hábitos.

Na França, por exemplo, quando há pão na refeição, ele deve ser utilizado para apoiar a comida no lugar da faca, apesar de também fazer parte do prato. Já no Chile, comer qualquer alimento com as mãos pode ser considerado falta de educação.

As sutilezas vão muito além do que a maneira correta de utilizar os utensílios e se estendem pela maneira como o povo encara o ritual da refeição. Em países como Portugal e Itália, pedir complementos como sal, pimenta ou queijo é uma grande ofensa ao cozinheiro, pois significa que a comida não está bem temperada, o que pode gerar grande desconforto para ambas as partes.

Quando se pensa nas diferenças entre cultura ocidental e oriental, as discrepâncias parecem ainda maiores. Enquanto fazer barulho para tomar sopa é considerado muito desagradável para ocidentais, no Japão o ato é interpretado como sinal de satisfação.

Em culturas como a indiana, a religiosidade também se manifesta à mesa. Na Índia, comer com a mão esquerda é um ato visto como falta de higiene, uma vez que ela seria impura. A milhares de quilômetros dali, no Oriente Médio, alguns países também têm essa visão.

Na Tailândia, observa-se o conflito entre o moderno e o antigo, com o uso dos tradicionais palitos de madeira – os hashis – sendo considerado fora de moda. No país asiático também se destaca a ressignificação de costumes, com os garfos sendo utilizados apenas para apoiar o alimento e a colher eleita como único utensílio que se deve levar à boca.

Mais do que meras visões opostas, essas diferenças representam a riqueza cultural que construímos ao longo de milênios e, como tal, devem ser consideradas um importante patrimônio, como explica a professora Camila.

“Cada sociedade nasce de uma formação distinta, com valores e bases históricas e culturais diferentes. É mágica a possibilidade de ter acesso a outras culturas. Torna-se importante saber respeitar essas culturas, entendê-las, interpretá-las e praticá-las com todos os seus ritos, que possuem um significado importante para aquela sociedade”, ressalta a professora.

Para aproveitar de verdade uma experiência culinária multicultural, é preciso ter respeito, mas também humildade. Pesquisar sobre os costumes com antecedência é fundamental, mas aprender com os ensinamentos de um anfitrião é uma chance única, que só se concretizará se houver disponibilidade e compreensão por ambas as partes.

O diferente significado das refeições pelo mundo é um lembrete permanente de que, mesmo aquilo que acreditamos conhecer, ou achamos trivial, pode despertar ideias e sentimentos novos e ser fonte de conhecimento. Basta aprender a olhar.

A fina arte de Ola Shekhtman

Precisão, delicadeza, mãos firmes e olhar afiado. Não são poucas as qualidades necessárias para se tornar um exímio ourives, profissão artesanal que usa metais preciosos para esculpir verdadeiras obras de artes. Ao longo da história, os primeiros registros desse tipo de trabalho são datados de 2500 a.C.. Já na Idade Moderna, período que compreendeu os séculos XV e XVIII, esses artistas ocuparam posições prestigiadas por reis e monarcas.

Hoje, com a ajuda da tecnologia, essa profissão perdeu parte de seu glamour, mas, ainda assim, existem pessoas que lutam para manter o lado arcaico da ourivesaria. Exemplo disso é a ourives siberiana Ola Shekhtman. Foram anos de estudo em São Petersburgo, na Rússia, para aprender e desenvolver técnicas específicas para esse tipo de arte. Depois, já morando em Nova York, Ola decidiu estudar modelagem 3D e, durante esse processo, teve uma ideia simples, porém única.

A artista começou a fabricar anéis com o formato de grandes metrópoles do mundo, desenhando pontos turísticos e famosos de cada cidade. Todo o processo é feito a mão, apenas o protótipo é desenvolvido em uma impressora 3D. Depois, Ola derrete a pepita de ouro, ou o cristal de prata, para começar o processo de modelagem por meio da prática da martelagem, que serve para talhar o bloco de ouro.

Em seguida, quando a peça já está em seu formato arredondado, pequenos elementos são soldados. Para isso, é preciso usar ferramentas de precisão, já que a solda não deve ser aparente. Por último, com a joia já modelada, começa a fase de refinamento, em que a peça é limada para perder rebarbas e excessos, e polida para aumentar o brilho.

Muitas cidades já foram retratadas por Ola. O modelo do Rio de Janeiro, por exemplo, feito especialmente para os jogos olímpicos de 2016, mostra, além do Cristo Redentor, a Catedral de São Sebastião, os arcos da Lapa, a câmara municipal da cidade, a Cinelândia e o Largo do Boticário. Já o modelo de Barcelona mostra obras do arquiteto Antoni Gaudí, como a casa Batlló, a casa Milà, e a casa Calvet, além da Igreja Sagrada Família.

Além das mais de dez cidades que estão disponíveis na loja virtual da artista, Ola também faz modelos com nomes de banda, e joias completamente personalizadas, para aniversários, casamentos e outras datas especiais. Infelizmente, Ola ainda não criou outros modelos de cidades brasileiras, mas ainda assim vale conhecer o trabalho da artesã.

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